quarta-feira, 16 de setembro de 2026

CUFA ARAGUARI REALIZA A FASE REGIONAL FEMININA DA TAÇA DAS FAVELAS 2026

Acontece neste dia 20(domingo) a fase regional feminina da Taça das Favelas 2026. O evento conta com a participação de seleções femininas de comunidades das seguintes cidades: Anfitriã - Araguari(Comunidade Jockey Club), Uberlândia(Morada Nova), Patrocínio(Serra Negra), Nova Ponte(São Miguel), Montes Claros(Vitória 2), Santa Cruz de Minas(Cascalho), Patos de Minas(Jardim Esperança) e Vazante(Novo Horizonte). Na edição de 2025 Patos de Minas se sagrou campeã e Araguari vice campeã da competição e esse ano os jogos serão mais acirrados devido a participação de mais equipes. Os jogos das finais acontecerão no Espaço CUFA(Rua dos Portadores, 20 - Bairro Goiás), as 15:00hs e serão transmitidos ao vivo pelo canal da CUFA Araguari nas redes sociais e pela Web TV. O Projeto Esportivo Taça das Favelas Minas – Fase Regional executado pela CUFA Araguari é viabilizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de Minas Gerais e patrocínio da marca Guaraná Antártica,além de apoio institucional da TV Integração, possibilitando que empresas utilizem o saldo do “ICMS Corrente” para realização de atividades esportivas de forma gratuita para a população. Como salienta a Diretora Presidente da CUFA Araguari Maluh Pereira, " A proposta da competição feminina vai muito além de apenas realizar uma competição, a idéia é também discutir o papel da mulher na atual sociedade brasileira. A situação social da mulher no Brasil é marcada por avanços significativos em áreas como educação e direitos legais, mas persistem barreiras profundas ligadas à desigualdade de gênero, à divisão sexual do trabalho e à violência. As mulheres são maioria da população (cerca de 51,8%) e superam os homens nos índices de escolaridade e no ensino superior, mas continuam sub-representadas em espaços de poder e sujeitas a vulnerabilidades estruturais. A trajetória da mulher no esporte é marcada por exclusão histórica, superação de preconceitos e lutas por igualdade de direitos, reconhecimento e salários. O esporte feminino precisou romper barreiras legais e culturais para garantir espaço em competições de alto rendimento. O Contexto Histórico e as Proibições • Exclusão de origem: O esporte moderno nasceu a partir de estruturas que afastavam o corpo feminino, considerado frágil ou impróprio para o esforço físico intenso. • Proibição no Brasil: Entre as décadas de 1940 e 1970, decretos oficiais proibiram mulheres de praticar modalidades consideradas agressivas ou incompatíveis com a natureza feminina — como futebol, halterofilismo e lutas. • Retomada: A revogação dessas leis abriu caminho para a reorganização das atletas, embora o acesso a infraestrutura, apoio escolar e patrocínios continuasse desigual por muitos anos. Desafios Atuais • Abandono precoce: Estatísticas mostram que meninas abandonam a prática esportiva na adolescência em proporção muito maior que os meninos, devido à falta de incentivo, pressões estéticas e dupla jornada de tarefas. • Desvalorização e Objetificação: Atletas de elite ainda enfrentam disparidades financeiras e uma cobertura midiática que frequentemente prioriza a aparência física em detrimento do desempenho técnico e das conquistas esportivas. • Falta de liderança: A presença de mulheres em cargos de comando, como comissões técnicas, arbitragem e gestão esportiva, continua desproporcionalmente baixa em relação aos homens. Conquistas e Representatividade • Igualdade nos Jogos Olímpicos: A participação feminina cresceu de forma contínua até alcançar recordes históricos de presença e protagonismo de medalhistas em grandes eventos globais. • Inspiração e Legado: Nomes de referência mundial e nacional — como Rebeca Andrade, Marta e Simone Biles — transformaram suas modalidades, ampliaram a visibilidade do esporte feminino e servem de modelo para novas gerações de meninas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

CUFA ARAGUARI REALIZA A TAÇA DAS FAVELAS 2026

APÓS SUCESSO DO ANO PASSADO A CUFA ARAGUARI INICIA A TAÇA DAS FAVELAS 2026
"A TAÇA DAS FAVELAS é uma competição atípica das outras taças realizadas no restante do país, considerando que a mesma é intermunicipal. O projeto será realizado com peneiras em 32 cidades do interior do estado, tendo como bases 4 sedes regionais: Araguari( sede geral da competição e sede Regional do Triângulo Mineiro), São João Del Rey(Regional das Vertentes), Montes Claros(Regional Norte de Minas) e Patos de Minas(Regional Alto Paranaíba). As CUFAs locais com seus líderes comunitários e os gestores de esporte de cada cidade realizarão as peneiras ou fase municipal; dessas, cada cidade escolhe suas seleções que irão disputar as fases regionais nas cidades sedes citadas. Esta competição tem por finalidade promover a integração entre as equipes, as comunidades em cada uma das cidades selecionadas e os colaboradores. Ela seguirá os modelos convencionais das outras Taças realizadas pela instituição em todo o país. O projeto em si, conta com abordagem desportiva com respeito ás regras do futebol e cumprindo etapas e metodologia próprias"relata Zulu, Diretor Executivo da Taça das Favelas e Vice Presidenrte Estadual da CUFA Minas Gerais. A Taça das favelas teve sua primeira edição em 2022, a segunda em 2024, a terceira em 2025 e esse ano completa a quarta edição da competição. O Projeto Esportivo TAÇA DAS FAVELAS 2026 é viabilizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de Minas Gerais, possibilitando que empresas utilizem o saldo do “ICMS Corrente” para realização de atividades esportivas de forma gratuita para a população, com patrocínio da marca Guaraná Antártica e parceria da TV Integração, da Prefeitura Municipal de Araguari através da Fundação Araguarina de Educação e Cultura - FAEC e da Fundação Municipal de esportes e Paradesportos - FAMEP; além do reforço de emanda parlamentar do mandato da Deputada Estadual Andreia de Jesus e do mandato do Deputado Federal Padre João. esse ano se increveram comunidades das seguintes cidades da região do triângulo Mineiro: Uberlândia, Araguari, Ituiutaba, Uberaba, Patrocínio, Estrela do Sul, Conquista, Delta, São Sebastião do Paraiso, vazante, Nova Ponte e Monte Carmelo; na Regional do Alto Paranaíba Patos de Minas será a sede e mais Presidente Olegário, Carmo do Paranaíba e Lagoa Formosa; na Região Norte de Minas serão: Montes Claros(cidade sede), Capitão Enêas, Brasília de Minas e Francisco Sá; e na regional das Vertentes, com sede em São João Del Rey, as cidades de Nazareno, Snta Cruz de Minas e São Tiago. Em Araguari a fase municipal da competição sera disputada pelos times do Complexo Ouro Verde, Complexo Goiás, Assentamento São Sebastião e Assentamento Sewa; os jogos acontecerão no campo do Espaço CUFA, dia 30 de agosto(domingo), a partir das 08 horas da manhã com entrada franca. "A fase municipal é uma peneira pra fase regional, ano passado logramos éxito e ganhamos a fase municipal e tivemos a honra de representar Araguari na fase regional da competição, esse ano queremos fazer um melhor trabalho que o ano passado, principalmente no físico e psicológico dos atletas para novamente ganhar a competição. Pra mim é a melhor competição que temos pro juvenil considerando que ganhamos bola, uniforme dos atletas, lanche e não pagamos nada pra participar, nem taxa de arbitragem, nem taxa de campo, nem taxa de inscrição; tudo pago pelos patrocinadores" ressalta o treinador do Complexo Ouro Verde Indio Cláudio.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

PROJETO FAVELA LITERARIA LANÇA A COLEÇÃO "CONTANDO HISTÓRIAS E FORMANDO LEITORES AFRO BRASIL"

A Favela Literária é um projeto que promove a literatura periférica, funcionando como vitrine para autores de favelas. O ambiente celebra a cultura periférica com saraus, rodas de conversa e sessões de autógrafos, destacando narrativas do cotidiano e superação, com foco em autores intelectuais orgânicos de favelas, fortalecendo a literatura independente, buscando a venda e exposição de livros que trazem histórias de vida e experiências na periferia. Nesta edição, que acontece nesta sexta feira(10/04), as 19 horas, no Espaço CUFA, O projeto "Coleção – Contando Histórias e Formando Leitores – Afro Brasil" consiste no lançamento de três livros de literatura infantil e infanto-juvenil que destacam o protagonismo de personagens afrodescendentes: "A Donzela e o Príncipe", "Luquinha o Protetor dos Cães", e "Dandara II, A Rainha dos Pretos e dos Pobres". Além das versões impressas, os livros contarão com versões em áudio-book para garantir acessibilidade. O autor, Manuel Messias de Carvalho, levará os livros a escolas públicas e privadas, alcançando bairros, distritos e áreas rurais por meio de contação de histórias, promovendo o debate sobre o papel social das mulheres, afrodescendentes e pessoas em situação de vulnerabilidade. O projeto visa desconstruir papéis sociais historicamente impostos, destacando a importância de valorizar a história e a cultura negra, enquanto denuncia a exclusão e a violência social sofrida por essas populações. A coleção "Contando Histórias e Formando Leitores – Afro Brasil" traz contos que exaltam a cultura afro-brasileira, com personagens inspiradores e histórias repletas de ensinamentos. "Vamos juntos fortalecer a representatividade e incentivar o gosto pela leitura nas novas gerações" ressalta o autor Manoel Messias. Ficha Técnica: Realização, Coordenação Geral, Escritor e Contador de Histórias: Manoel Messias de Carvalho Coordenação de produção e gestão de projeto: Wenderson Oliveira Revisão dos livros: Reijane Maria de Carvalho Ilustração: Dayanne Gonçalves de Oliveira e Raquel de Oliveira Projeto Gráfico e Diagramação dos livros: Ruan Wagner Pereira Martins Editora: Edibrás Audiolivros: Direção e Produção: Wenderson Oliveira Vozes: Tagarelas da Mogina - Cleonice Borges, Davi Mafer, Erik Fernandes, Laura Dias, Maluh Pereira, Mirna Ribeiro Gravação e Mixagem: Lucas Nogueira, no LN Estúdio Parceiras: CUFA Araguari, Academia de Letras e Artes de Araguari e Companhia Teatral Tagarelas da Mogiana Sinopse dos Livros: A Donzela e o Príncipe Nesta encantadora fábula do reino de Quiriquiqui, quem salva o príncipe não é um herói encantado, mas uma jovem negra, corajosa e sábia, filha da cozinheira do palácio. Marielle enfrenta o medo, a injustiça e um feitiço poderoso para libertar o príncipe João e restaurar a harmonia no reino. Uma história de amor verdadeiro e coragem ancestral, que celebra a força das mulheres e o poder transformador do conhecimento e da justiça. Dandara II A Rainha dos Pretos e dos Pobres Dandara II, A Rainha dos Pretos e dos Pobres", narra a jornada de uma jovem que cresceu com valores de igualdade, justiça e coragem, inspirada pela força de seus pais e pela história de seus ancestrais. Uma homenagem à resistência e ao poder transformador da educação. Luquinha: O Protetor dos Cães Luquinha é um garoto determinado a proteger os animais, especialmente os cães. Junto com seus amigos, ele descobre uma rede de abusos envolvendo cães. Com coragem e inteligência, eles se arriscam para reunir provas e denunciar os responsáveis, enfrentando perigos e desafios para garantir a justiça e proteger os animais. O projeto tem incentivo financeiro do Município de Araguari, por meio do Programa Municipal de Incentivo a Cultura “Geraldo França de Lima”, da Fundação Araguarina de Educação e Cultura - FAEC, Edital 001/2023.

quarta-feira, 11 de março de 2026

CUFA Araguari Produz Localmente o Lançamento do Filme "Braga"

‘Braga’: Novo filme de Nicole Kate estreia em março no cenário mineiro de curtas. Abordando nuances da violência doméstica através da ótica do suspense e do drama, o terceiro filme da diretora uberlandense, chega ao palco da Casa da Cultura Abdalla Mameri, em Araguari com uma pré-estreia especial. Em meio a crescente onda de casos de feminicídio e violência doméstica nos últimos três anos no Brasil, “BRAGA” nasce como um contraponto aos debates populares que envolvem a temática. Baseado em um poema original de Nicole Kate, o curta-metragem tem como premissa apresentar ao público as manchas deixadas por quem sofre dentro de sua própria casa, sem se limitar a gênero ou idade.
Construído sob uma ótica que mistura drama e suspense, a história nos apresenta o casal Marta & Braga, interpretados pelos atores Maluh Pereira (Araguari) e Carlos Henrique (Contagem), que debaixo do mesmo teto vivem uma dualidade de sentimentos na meia idade, com um cotidiano cercado por incertezas e abusos. A narrativa acompanha os anseios, inquietudes e medos de Marta, transformando o que é imaterial em momentos de tensão na tela. “O projeto não nasce a partir de uma imagem e sim de uma voz. O cotidiano do casal, o atravessamento da relação, se evidenciou primeiro em palavras para depois surgir a necessidade de transformá-los em imagem. Quando eu acato minha decisão de materializar o projeto, minhas referências vão pra lugares afetivos, principalmente casas. A parede, a mobília são testemunhas de cenários catastróficos, mas também de momentos especiais e amorosos.”, conta Nicole Kate, sobre o ponto inicial para criação do seu novo curta, evidenciando o lar como um complemento essencial no enredo. Longe de ser apenas mais uma discussão sobre o tema, o filme assume o papel de um reflexo necessário para quem vivencia ou vivenciou a violência doméstica. Diante de dados estatísticos que já conhecemos, a produção foca no dilema subjetivo de diferenciar amor de violência e levanta questões que vão além da agressão, como as consequências psicológicas e físicas no corpo humano. Com a estreia em Araguari marcada para esta quinta feira, 12 de março, o curta-metragem se compromete a abordar nas telonas essa realidade em toda a sua complexidade individual, evitando fórmulas prontas ou visões romantizadas. A diretora compartilha as expectativas para a noite de estreia e aproveita para pontuar a importância da abertura de espaços, como rodas de conversa, na pós-exibição de filmes: “Enquanto sociedade, a gente precisa articular espaços não só institucionais para falar das atrocidades que vivemos dentro de nossas casas e assim ousarmos desafiar os limites, desafiar o silêncio. É ouvindo uns aos outros que a gente consegue elaborar as dores, se reorganizar mas também nos proteger. Para além disso, quero poder somar com a experiência adquirida durante o processo para poder tirar dúvidas de quem estiver ali interessado em ingressar no mercado ou mesmo entender os bastidores de uma produção audiovisual. Acho que é de suma importância arar o campo para ampliar a perspectiva da comunidade, seja falando sobre as violências que sofremos ou mesmo sobre a catarse de se fazer arte.”
Gravado no fim de 2025, em Uberlândia, “BRAGA” contou com uma equipe local e multifacetada, valorizando os profissionais que fazem da cidade um berço para novos talentos. A frente da Direção de Arte, Larissa Dardania, conseguiu ampliar esteticamente o espaço, contando a história dos personagens por meio de cada objeto escolhido — Trabalhando a atmosfera e o impacto entre cenas, o Diretor de Fotografia, Yuji Kodato, transformou a penumbra natural da casa em um toque dramático único. O entrosamento e a química entre o casal também foi um movimento orquestrado pela equipe de Preparação de Elenco, liderado por Rubia Bernasci e Cássio Machado, que durante meses uniu os atores com o intuito de conseguir a melhor comunicação e cuidado possível em cena, chegando a trocarem cartas, mensagens e suas músicas favoritas, com intuito de criar um plano de fundo na história dos personagens. A junção entre todas as áreas é o que a diretora chama de “meus maiores acertos”. “BRAGA” é um projeto contemplado no Edital nº 08/2024 (PNAB – Lei nº 14.399/2022). Termo de Execução Cultural nº 8495/2024 e chega ao cenário mineiro de curtas não somente como obra artística mas também como um grito por todas e todos que estão presos em suas relações abusivas, lançando em conjunto ao filme, uma cartilha que busca não somente informar, mas também abraçar as vítimas através de dicas e conselhos acerca da violência doméstica. O material será distribuído e disponibilizado no formato digital para download, através do Instagram do próprio curta (@bragacurta). A mais nova produção de Nicole Kate, estrelada pela atriz e diretora presidente da CUFA Araguari Maluh Pereira, chega ao mercado pronto para revelar como o trauma fragmenta o indivíduo e transforma o enfrentamento interno em um ato de liberdade. A exibição acontece hoje, a partir das 20:00 horas, no teatro da Casa da Cultura Abdalla Mameri e conta com o apoio da Fundação Araguarina de Educação e Cultura - FAEC, para sua estréia e logo após, consta na programação uma roda de conversa sobre o tema e sobre o filme. A entrada é franca.
FICHA TÉCNICA: Direção: Nicole Kate Roteiro: Nicole Kate Assistente de Direção: Lucas Silveira Produção Executiva: Natania Borges Produtor: Vizu Assistente de produção: Camille Leles Continuidade: Déborah Macedo Elenco: Maluh Pereira, Carlos Henrique, Pedro Henrique Produtora de Elenco: Rubia Bernasci Preparação de Elenco: Rubia Bernasci e Cássio Machado Produção local: CUFA Araguari.