A Central Única das Favelas, é uma entidade não Governamental que visa a integração social através da Cultura, do Esporte, da Educação e do Lazer, vem se destacando nos espaços como uma das maiores Redes de Diversidade Sócio Cultural, existente no País há 20 anos foi fundada por jovens das periferias do Rio de Janeiro tendo como um dos fundadores MV Bill.
terça-feira, 29 de setembro de 2026
CUFA ARAGUARI REALIZOU A FASE FEMININA E A REGIONAL NORTE DA TAÇA DAS FAVELAS MINAS - FASES REGIONAIS
Equipe Jardim Esperança da Cidade de Patos de Minas - Tricampeãs da Taça das Favelas Minas - Fase Feminina
A CUFA Araguari, responsável pela execução da Taça das Favelas Minas - Fases Regionais, projeto aprovado pela Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, patrocinado pela marca Guaraná Antartica; realizou a fase feminina da competição, com a equipe Jardim Esperança, da cidade de Patos de Minas, se sagrando tricampeãs da competição; a equipe Vitória da cidade de Montes Claros ficou como vice campeãs; a equipe São Miguel, da cidade de Nova Ponte ficou com o terceiro lugar; e a equipe Jóckey Club, de Araguari sede da competição, ficou com o quarto lugar. Ao todo oito equipes participaram do certame concretizando um trabalho que começou em 2022 com apenas quatro equipes femininas.
O evento contou com a presença de Melissa Forster Sodré, ex-futebolista brasileira, tricampeã mundial militar pela Seleção Brasileira Feminina Militar e atual fisioterapeuta. Natural de Uberlândia (Minas Gerais), ela se destacou no esporte com passagens por grandes clubes nacionais e internacionais, referência internacional da modalidade feminina que falou sobre o evento: "Os principais desafios do futebol feminino envolvem a grande disparidade financeira, a escassez de investimentos na base, o calendário irregular de competições e o preconceito cultural histórico que limita a visibilidade e o patrocínio estável da modalidade. A Taça das Favelas é uma porta de entrada pras meninas que sonham em chegar ao futebol profissional, representando o Brasil em clubes e federações. Ano que vem teremos o mundial de futebol feminino, aqui em nosso país e o trabalho da CUFA é de suma importância, dado ao trabalho de mobilização nas bases e comunidades. Parabéns a todos os responsáveis pelo evento".
A entidade realizou ainda a Fase Regional Norte de Minas, na cidade de Montes Claros, que além da Comunidade Vitória, seleção local que representou a cidade sede, participaram os times: Sapé( Capitão Enéas), Campo de Vacarias(Padre Carvalho) e Nova Flórida(São João da Ponte). Com disputas bastante acirradas a anfitriã conquistou o primeiro lugar, como campeã do quadrangular, seguida por Sapé como vice campeã conforme tabela abeixo:
Time do Vitória e equipe técnica, campeões da Regional Norte, da Taça das favelas Minas - Fase Regional.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
CUFA ARAGUARI REALIZA A FASE REGIONAL FEMININA DA TAÇA DAS FAVELAS 2026
Acontece neste dia 20(domingo) a fase regional feminina da Taça das Favelas 2026. O evento conta com a participação de seleções femininas de comunidades das seguintes cidades: Anfitriã - Araguari(Comunidade Jockey Club), Uberlândia(Morada Nova), Patrocínio(Serra Negra), Nova Ponte(São Miguel), Montes Claros(Vitória 2), Santa Cruz de Minas(Cascalho), Patos de Minas(Jardim Esperança) e Vazante(Novo Horizonte). Na edição de 2025 Patos de Minas se sagrou campeã e Araguari vice campeã da competição e esse ano os jogos serão mais acirrados devido a participação de mais equipes. Os jogos das finais acontecerão no Espaço CUFA(Rua dos Portadores, 20 - Bairro Goiás), as 15:00hs e serão transmitidos ao vivo pelo canal da CUFA Araguari nas redes sociais e pela Web TV. O Projeto Esportivo Taça das Favelas Minas – Fase Regional executado pela CUFA Araguari é viabilizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de Minas Gerais e patrocínio da marca Guaraná Antártica,além de apoio institucional da TV Integração, possibilitando que empresas utilizem o saldo do “ICMS Corrente” para realização de atividades esportivas de forma gratuita para a população. Como salienta a Diretora Presidente da CUFA Araguari Maluh Pereira, " A proposta da competição feminina vai muito além de apenas realizar uma competição, a idéia é também discutir o papel da mulher na atual sociedade brasileira. A situação social da mulher no Brasil é marcada por avanços significativos em áreas como educação e direitos legais, mas persistem barreiras profundas ligadas à desigualdade de gênero, à divisão sexual do trabalho e à violência. As mulheres são maioria da população (cerca de 51,8%) e superam os homens nos índices de escolaridade e no ensino superior, mas continuam sub-representadas em espaços de poder e sujeitas a vulnerabilidades estruturais.
A trajetória da mulher no esporte é marcada por exclusão histórica, superação de preconceitos e lutas por igualdade de direitos, reconhecimento e salários. O esporte feminino precisou romper barreiras legais e culturais para garantir espaço em competições de alto rendimento.
O Contexto Histórico e as Proibições
• Exclusão de origem: O esporte moderno nasceu a partir de estruturas que afastavam o corpo feminino, considerado frágil ou impróprio para o esforço físico intenso.
• Proibição no Brasil: Entre as décadas de 1940 e 1970, decretos oficiais proibiram mulheres de praticar modalidades consideradas agressivas ou incompatíveis com a natureza feminina — como futebol, halterofilismo e lutas.
• Retomada: A revogação dessas leis abriu caminho para a reorganização das atletas, embora o acesso a infraestrutura, apoio escolar e patrocínios continuasse desigual por muitos anos.
Desafios Atuais
• Abandono precoce: Estatísticas mostram que meninas abandonam a prática esportiva na adolescência em proporção muito maior que os meninos, devido à falta de incentivo, pressões estéticas e dupla jornada de tarefas.
• Desvalorização e Objetificação: Atletas de elite ainda enfrentam disparidades financeiras e uma cobertura midiática que frequentemente prioriza a aparência física em detrimento do desempenho técnico e das conquistas esportivas.
• Falta de liderança: A presença de mulheres em cargos de comando, como comissões técnicas, arbitragem e gestão esportiva, continua desproporcionalmente baixa em relação aos homens.
Conquistas e Representatividade
• Igualdade nos Jogos Olímpicos: A participação feminina cresceu de forma contínua até alcançar recordes históricos de presença e protagonismo de medalhistas em grandes eventos globais.
• Inspiração e Legado: Nomes de referência mundial e nacional — como Rebeca Andrade, Marta e Simone Biles — transformaram suas modalidades, ampliaram a visibilidade do esporte feminino e servem de modelo para novas gerações de meninas.
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