terça-feira, 6 de maio de 2014

CUFA Disponibiliza Conteúdo do Ensino Médio em Site

Objetivo da iniciativa é que, com conteúdo do disponibilizado gratuitamente, estudante possa se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
Favela no Rio: inicialmente, todas as pessoas maiores de 18 anos de idade podem se inscrever no projeto. No entanto, caso a procura seja muito grande, a prioridade será para moradores de favelas
Rio de Janeiro - A Central Unificada das Favelas (Cufa) lança hoje (5) o projeto Portas Abertas, que disponibiliza gratuitamente, via internet, material para estudo para pessoas maiores de 18 anos de idade que desejam concluir o ensino médio. A iniciativa é realizada em parceria com o site eschola.com - especializado em educação à distância.
De acordo com o diretor do site, Paulo Milet, a entidade realizou pesquisa que constatou que mais de 1 milhão de alunos abandonam o ensino médio por ano. O objetivo da iniciativa é que, com o conteúdo do ensino médio disponibilizado gratuitamente, o estudante possa se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
“Ele pode estudar meia hora por dia, pode estudar no final de semana ou, se ele tiver um tempo bom, pode estudar quatro horas por dia. O conteúdo disponibilizado no site equivale a 1.200 horas, que é todo o ensino médio com carga horário de supletivo”, explicou Milet.
Ele disse ainda que, inicialmente, todas as pessoas maiores de 18 anos de idade podem se inscrever no projeto. No entanto, caso a procura seja muito grande, a prioridade será para moradores de favelas.
“Nós selecionamos como público alvo aqueles que abandonaram o ensino médio ou nem entraram. Desde 2009, o Enem permite que, se você tiver uma pontuação adequada, você tire o diploma de ensino médio. Então, nós estamos focando nas comunidades do Brasil todo, que são 12 milhões de pessoas”, completou.
Segundo Nega Gizzaa, uma das fundadoras da Cufa, a organização não governamental (ONG) começou a fechar parcerias com instituições especializadas para levar às comunidades o que elas precisam.
“Às vezes a gente não tem algo que é necessário para mostrar o caminho para a educação, então a gente se junta às pessoas que tem esse perfil, que entendem do assunto, para trazer para a favela o que ela precisa, que é conhecimento, capacitação, incentivo”, disse.
Nega Gizza acredita que, por meio dessa iniciativa, os jovens das comunidades vão conseguir estar preparados para melhores oportunidades de emprego. Além disso, ela disse que os jovens serão incentivados, através do estudo, a buscarem universidades para continuarem a formação acadêmica.
“A gente tem projetos em que acompanhamos aluno na escola como, por exemplo, o Repensando. A gente acompanha os alunos na escola para saber como está o andamento dele, vamos até a casa dele. A gente cria um vínculo com a escola e com o lar do aluno, o que acaba reforçando todo esse ensinamento escolar”, concluiu.
A inscrição para o projeto pode ser feita através do site www.portaaberta.org. Desde 2009 o aluno maior de 18 anos de idade que consegue mais de 450 pontos nas provas objetivas e 500 na redação do Enem, além de ter direito à Certificação de Conclusão do Ensino Médio.


quarta-feira, 19 de março de 2014

TINGA SE UNE A CUFA/RS EM CAMPANHA CONTRA O RACISMO





Vítima de ofensas racistas no jogo contra o Real Garcilaso, no último dia 12 de fevereiro, pela Libertadores, o volante Tinga, que recebeu o apoio na luta contra o preconceito, resolveu assumir o papel de embaixador da causa e, em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas), do Rio Grande do Sul, lançará, em março, a campanha 'Chutando o Preconceito'.
O primeiro evento ocorrerá no dia 24 de março, em Porto Alegre, e contará com a presença do jogador como principal referência. O volante é um dos parceiros da CUFA há mais de dois anos e apadrinha o Torneio Bola Comunitária, que conta com a participação de crianças de comunidades carentes do estado natal do jogador.
A ideia surgiu depois dos lamentáveis episódios envolvendo torcedores peruanos, que imitavam sons e gestos de macaco a cada vez que o volante pegava na bola. Depois de toda a repercussão do episódio e o apoio de vários brasileiros nas redes sociais, inclusive de personalidades do esporte e da política, como a presidente Dilma Rousseff e ex-jogadores como Ronaldo e Roberto Carlos, o meio-campista virou um símbolo da luta contra o racismo.
Em uma conversa com Manoel Soares, jornalista da RBS e coordenador estadual da CUFA, os dois decidiram realizar o projeto utilizando o esporte e a figura de Tinga para combater o racismo. Segundo Paulo Daniel Santos, um dos coordenadores de pequenos projetos da entidade, a ideia é fazer eventos por todo o estado e, com o tempo, expandir pelo País.
'O Tinga sempre foi um parceiro da CUFA e amigo pessoal do Manoel Soares. Quando houve aquele ato de racismo a gente se mobilizou. A ideia é de criar um projeto para lidar com a questão do combate ao preconceito. Estamos criando esse movimento com o objetivo de diminuir o preconceito', disse.
'O primeiros será aqui no Rio Grande do Sul, mas a nossa ideia é criar espaços de debate para rodar todo o Brasil com essa ideia. Queremos aproveitar do esporte para disseminar esse pensamento e, ao menos neste primeiro evento, teremos a presença do Tinga como principal figura. O atleta tem algumas obrigações com o clube e tentaremos conciliar as agendas para os próximos', acrescentou.
A campanha já ganhou apoio dos companheiros de Tinga. Pelas redes sociais, os jogadores do Cruzeiro já aproveitaram para divulgar a campanha. O meia Marlone, o volante Lucas Silva e o lateral Mayke já postaram o cartaz do movimento em suas respectivas contas no Instagram. O zagueiro Paulão, do Internacional, que até pouco tempo estava no clube celeste com Tinga, também aderiu à causa e ajudou a divulgar na internet.
O caso de racismo envolvendo a torcida do Real Garcilaso ainda está sendo estudado pela Conmebol, que prometeu se posicionar ainda nesta semana e proferir uma decisão do julgamento. O clube acusado enviou documentos à Confederação Sul-Americana de futebol na última segunda-feira e aguarda pela sentença. Em sua defesa, alegou que nem mesmo o juiz e o delegado da partida citaram o fato e de que não há controle sobre a torcida por ter jogado em Huancayo. O clube peruano pode ser punido com multa de US$ 3 mil até a exclusão do torneio



segunda-feira, 17 de março de 2014

TERRA, O PLANETA DOS MACACOS!


Celso Athayde lança campanha contra o racismo e engaja milhares de pessoas na Semana do Macaco


A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira em Brasília o árbitro gaúcho Marcio Chagas e o volante Tinga duas vítimas recentes de racismo

Celso Athayde, fundador da CUFA – Central Única das Favelas, chamou a semana que estamos em “a Semana do Macaco” e encontrou uma forma bastante criativa e bem humorada de chamar à reflexão um tema polêmico na sociedade, o Racismo.
Comparando as semelhanças entre a diversidade racial dos macacos e a diversidade étnica dos homens, Celso chamou a atenção para o fato de haver na natureza macacos brancos, pretos, marrons, amarelos e vermelhos assim como há homens louros, negros, morenos e pardos, botando uma lente de aumento na constatação de que todos, brancos, indígenas ou negros, guardamos semelhanças com nossos ancestrais primatas, não havendo razão para a associação do animal apenas ao negro e, sobretudo, para os tristes cenários de racismo que ainda se observa no Brasil.  
Sucesso absoluto na internet, a campanha teve a adesão de milhares de pessoas que, em apoio, trocaram suas fotos de perfil pela de um macaco de características semelhantes às suas e utilizaram as hashtagas #SemanadoMacaco e #NaoaoRacismo . Ainda pelo caráter lúdico da proposta, a campanha teve um enorme apelo também entre as crianças que tiveram a chance de ser introduzidas ao tema de uma maneira bastante criativa e reflexiva.
Com o fim da Semana do Macaco, a campanha encerrou-se neste domingo, dia 16/03, às 17horas, com uma grande celebração contra o racismo na Estrada Intendente Magalhães, Madureira-Campinho , Rio de Janeiro. A festividade, contou com um desfile da escola de samba Portela, os componentes  fizeram um grande abraço no desfile e  se caracterizaram como macacos, pintando seus rostos.
A campanha se encerrou no domingo, a conscientização em favor da igualdade social segue firme na luta contra o racismo. Como desdobramento da campanha, os alunos da Escola Municipal Mário Fernandes Pinheiro, em Campo Grande, Rio de Janeiro, farão hoje, 24/03, às 14 horas, uma exposição de suas “identidades primatas”, como resultado da pesquisa sobre macacos que tivessem aparência semelhante às suas, proposta pela Professora Verônica Marcílio, baseada na campanha #SemanaDoMacaco, com a presença de Nega Gigga, MV Bill e Dudu Nobre.
Para mais informações sobre a Campanha do Macaco visite www.cufa.org.br
Assessoria de Imprensa: Camila Nascimento – E-Mail: camilanascimento@fholding.com.br
Tel.: 36130306 e 78160560

Rita Barros 21 - 78165297

Anna Miris ;  21 - 995460426