quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Rede Social Para o Público Negro Incentiva o Afroempreendedorismo

Lançada nesta quarta-feira, a Black & Black é a primeira rede social do mundo voltada a usuários negros. Objetivo é dar visibilidade a ações e incentivar negócios

sexta-feira, 13 de julho de 2018

CUFA, UFU e CONCATRIR Serão Parceiros na Realização do Congresso Nacional de Capoeira e Culturas Populares




Será realizado dias 02, 03, 04 e 05 de agosto dentro das comemorações do Dia da Capoeira, o Congresso Nacional de Capoeira e Culturas Populares, nas Cidades de Uberlândia e Araguari/MG. A realização acontece através de uma parceria entre o Conselho de Capoeira do Triângulo Mineiro - CONCATRIR, Central Única de Favelas - CUFA e  Núcleo de Estudos Afro Brasileiros - NEAB/UFU. A programação será composta de palestras, apresentações de trabalhos acadêmicos, concurso de desenho/gravuras de capoeira, concurso de ladainhas e corridos, rodas e a entrega das comendas: Grão Mestre Corisco(Uberlândia) e Mestre Moreno(Araguari).
Segue a programação:


Em Araguari a programação será estratégica. Será proferida a palestra: O Poder Negro Ocultado Pelo Racismo - Resistência e Africanidade no Brasil, pelo historiador e Presidente do COMPIR Marco Túlio Nascimento. Após será conferida através de uma parceria entre FAEC, COMPIR, Câmara Municipal e CUFA; a Comenda Mestre Moreno,  á capoeiristas, simpatizantes da nobre arte e autoridades, entre as autoridades estará presente para ser homenageado o Secretário Estadual de Esportes e Juventude Ricardo Sapi, que após mobilização da CUFAMG, o CONCATRIR e a Federação Mineira de Capoeira - FMC; está possibilitando o retorno da capoeira, como modalidade de competição nos Jogos do Interior de Minas - JIMIs.

Homenageados:

Ricardo Sapi - Secretário Estadual de Esportes de Minas Gerais
Paulo Eduardo Monteiro Vieira - Diretor de Jornalismo da TV Integração
Valéria Landa Alfaiate Carrijo - Diretora da Escola Estadual Madre Maria Blandina
Revalina Aparecida - Vice Presidente Nacional da CUFA
Professor Zorro - Coordenador da Ethuohe Capoeira
Atan Gonçalves - Presidente do CONCATRIR
Donizete Lemos - Presidente da Federação Mineira de Capoeira
Mestrando Cascavel - Vice Presidente do Grupo Capoeira Brasil
Mestrando Cobra - Vice Presidente do Grupo de Capoeira Nova Era
Mestrando Rocha - Coordenador do Grupo Capoeira Brasil em Tupaciguara
Mestre Calango - Diretor do CONCATRIR

As inscrições para participar do Congresso e  ter direito ao certificado de 30h/aulas, fornecido pela UFU, podem ser feitas pelo link a seguir:

Congresso Nacional de Capoeira e Cultura Popular 2018. Circuito Araguari Uberlândia-MG. ☑️CONCATRIR☑️Disponibiliza o Link para Inscrições Aberto para quem quiser se inscrever no Congresso Nacional de Capoeira. Obs.: Lembrando que Inscrições são Gratuitas.

https://goo.gl/forms/ebdiCJd7Jo0Q8L982
Gerenciar




Entre os convidados e palestrantes estarão:

Professor Marco Túlio Nascimento - Palestrante
Marco Túlio de Sousa Nascimento, é bacharel licenciado em história pela Universidade Federal de uberlândia - UFU, e Pós-Graduado em História e Cultura Afro Brasileira, Antropologia, Inspeção e Supervisão Escolar, pela Faculdade Futura de Ensino. Foi sargento do Exército Brasileiro, serviu no 2° Batalhão Ferroviário, onde exerceu as funções de Secretário Geral do Arquivo Central e Coordenador do Arquivo Histórico da unidade Militar. É professor efetivo da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais, lecionando na Escola Estadual Madre Maria Blandina - Polivalente, onde também exerce a função de professor orientador do Núcleo de Pesquisas e Estudos Africanos, Afro Brasileiros e da Diáspora - NUPEAAS(Programa de Iniciação Científica no Ensino Médio). Atual Presidente do Conselho Municipal de Luta Contra a Discriminação Racial - COMPIR.



Mestre Cláudio

Mestre Cláudio é natural de Feira de Santana, cidade do interior da Bahia. Fundou a Escola de Capoeira Angoleiros do Sertão na década de 1980, difundindo seus conhecimentos de Capoeira Angola e do Samba de Terreiro, tornando-se referência no Brasil e também percorrendo vários países do mundo espalhando a arte da capoeira. A escola Angoleiros do Sertão valoriza o resgate, a preservação e a divulgação dos elementos tradicionais que caracterizam a Capoeira Angola, pois são através destes elementos que ela agrupa seus praticantes num projeto de conscientização social, política, cultural e corporal. Assim, ao invés de enfatizar o enfrentamento físico-corporal explícito, esta preocupada em educar para a consciência de direitos e deveres que cada um de seus integrantes tem diante do mundo em que vive.





Mestra Nani de João Pequeno


Cristiane Santos Miranda mais conhecida na capoeiragem como Nani de João Pequeno convive no seio da capoeira Angola desde criança,
 e também pelo fato de ser neta do saudoso Mestre João Pequeno, pessoa que a ensinou capoeira angola e quem delegou a missão de continuar seus ensinamentos. Em 1996 decidiu iniciar sua vida nesta arte, desde então o seu mestre foi lhe ensinando a dar aula na academia CECA - Centro Esportivo de Capoeira Angola – Salvador/BA (Fazenda Coutos e no Forte do Santo Antonio), e a levava  em viagens, Projetos do grupo e em escolas. Em 2018 foi classificada a Mestra, pelos mestres Ciro e Roberval na presença de muitos outros da velha guarda. Com experiência em Confecção de berimbau (instrumento musical), Projetos sociais, recriação infantil, Ritmos e sons da capoeira angola (Musicalidade e samba de roda). Além da capoeira teve a oportunidade de concluir em 2013 o curso de Educação física na Faculdade Social da Bahia, ampliando assim o acervo de conhecimento da cultura popular com a educação, levando para dentro da escola e comunidades carentes, as experiências para crianças, jovens e adultos.

Fernanda Machado





Fernanda Lopes Machado é responsável pelo coletivo feminino Sambadeiras de Bimba - Filhas de Biloca. Fernanda é  Filha de Dona Biloca que é filha do Mestre Bimba, o responsável pela criação da capoeira regional no Brasil. Ela traz o samba de roda como uma maneira de empoderar e fortalecer a mulher em todos os aspectos e propagar a arte do samba do recôncavo baiano pelo mundo





Mestre Camisa
José Tadeu Carneiro Cardoso, conhecido como Mestre Camisa iniciou-se na Capoeira nos anos 60, com seu irmão mais velho, Camisa Roxa. Em seguida mudou-se para Salvador, indo morar na Lapinha, onde continuou a praticar Capoeira nas rodas de rua, principalmente nas de Mestre Valdemar e Traíra, que eram realizadas na Rua Pero Vaz, posteriormente foi treinar na academia de Mestre Bimba onde se formou. Rodou todo o Brasil fazendo demonstrações de Capoeira na equipe de seu irmão, Camisa Roxa. Em 1972, com 16 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a dar aulas em academias. No Rio de Janeiro, Camisa se dedicou a pesquisa da Capoeira, desenvolveu seu próprio método de ensino, seguindo os conceitos inovadores de Mestre Bimba.
Passou a ensinar capoeira pelo grupo Senzala. Por volta de 1988 separou-se deste grupo e fundou a Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte-Capoeira (Abadá-Capoeira).
Viajou pra mais de 60 países divulgando a cultura brasileira e ensinando capoeira. Hoje, com os núcleos de capoeira já desenvolvidos, viaja o mundo ministrando palestras e cursos de capoeira nos 5 continentes.
Em 2011 recebeu o título de Doutor Honoris Causa ao Mestre Camisa, outorgado em 28 de maio de 2010 pelo Conselho Universitário da Universidade de Uberlândia. Indicado como personalidade eminente que contribui de modo relevante para o desenvolvimento da cultura afro – brasileira e detém valioso conhecimento sobre capoeira, Patrimônio Imaterial Brasileiro e se distingue por sua atuação cultural, social e educacional no Brasil e no exterior.
"Existem muitas coisas para serem discutidas e vários encaminhamentos de políticas públicas voltadas para a capoeira, que terão como ponto de convergência esse congresso. Está sendo realizado no interior de Minas gerais mas tem alcance de nível nacional o que coloca o cerrado mineiro como capital da capoeira nesses dias de realização do evento. Esperamos fazer o melhor possível para atender as demandas da capoeira, buscando articulações políticas para possibilitar os anseios da classe, em realidade" diz Atan Gonçalves(Sardinha), Presidente do Conselho de Capoeira do Triângulo Mineiro e Coordenador Geral do Congresso.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Favela Holding Cria Banco de Dados Para Inserir Candidatos Negros no Mercado de Trabalho

Afro Oportunidades será lançado no dia 25 de maio

Depois de provocar algumas grandes empresas parceiras, o CEO da Favela Holding, Celso Athayde, resolveu entregar pessoalmente todos os currículos de afro-brasileiros que chegarem em suas mãos para serem encaminhados ao mercado de trabalho.
“Não pretendo fazer disso uma atividade permanente. Quero apenas apresentar os pretos e pretas para um mercado, que os subestima e acha que eles não existem ou não tem qualificação”, afirma o empresário Celso Athayde, CEO da Favela Holding.
A ideia é simples: criar um banco de dados até dezembro para candidatos negros colocarem os seus currículos. O projeto vai se chamar “Afro Oportunidades”, e já na sua largada, grandes empresas aguardam o material dos afro-brasileiros.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), na média, os negros ganham menos da metade do salário dos brancos. Foi com o intuito de reverter esse quadro, que Celso Athayde atendeu a pedidos de quem sabia que ele poderia contribuir usando seu networking, e se reuniu com algumas pessoas, decidindo, então, lançar o projeto para estimular o encontro de candidatos negros qualificados com algumas das principais empresas do país.

Celso Athayde, CEO da Favela Holding


“Os negros representam 40% da economia brasileira, estão em todos os níveis da sociedade e precisam ser olhados profissionalmente sem reservas. Estamos lançando esse projeto para incentivar as empresas a contratarem mais gente deste recorte da sociedade, e acabar de vez com o mito de que existem atividades específicas para nós. Podem se preparar que vamos entupir as empresas de currículos qualificados”, prometeu Celso. “Se quiserem podem rasgar todos. Mas não digam que não existem pretos e pretas capazes”, concluiu.
O projeto será lançado no dia 25de maio, às 14h, na sede da Favela Holding, em Madureira. Estima-se que, até o final desse ano, o Afro-oportunidades terá gerado um número significativo de oportunidades de empregos. As empresas, que desejarem receber os currículos com prioridade, deverão fazer contato pelo e-mail contato@afrooportunidades.com.br. Os candidatos devem acessar o site www.afrooportunidades.com.br para enviarem os seus currículos.
“Nesse primeiro momento, não quero ter a qualidade de gestão de currículo como tem as empresas de RH. Quero apenas disponibilizar um canal de encontro entre os pretos e pretas, que procuram uma oportunidade de trabalho em todas as áreas, inclusive no alto escalão, e as empresas que buscam pluralidade nos seus quadros. Os interessados devem entrar no site e mandar seu currículo. E nós faremos chegar ao destino. Boa sorte a todos”, desejou Celso Athayde.
As primeiras empresas a receberem os currículos enviados ao Afro Oportunidades serão a Rede Globo, a Gomes da Costa, a P&G, a Ford, o McDonald’s, a Marisa, a Tim, a Johnson&Johnson, o Itaú, a Fiat, Natura, a Kibon, a Propeg, a Avante e a Peppery.
O Afro-Oportunidades não se compromete a divulgar o resultado desses encontros, esta prerrogativa cabe somente à empresa e ao candidato.

terça-feira, 15 de maio de 2018

CUFA é Parceira na Realização do Encontro dos Amigos de Capoeira


Acontece neste próximo final de semana pela primeira vez na história da capoeira de Araguari, com apoio da CUFA Araguari, IMEPAC, Rádio Planalto, FAEC e Panificadora Ki Pão e com presenças de capoeiristas confirmados das cidades de: Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Patrocínio, Monte Carmelo, Tupaciguara, Araxá e Patos de Minas, o "Encontro dos Amigos". O evento será dias 19 e 20 de maio com uma extensa programação que envolve apresentações das variações da capoeira no sábado a noite(19/05), como: puxada de rede, maculelê, samba de roda, além da composição de uma mesa com os responsáveis pelo evento que vão fazer uma breve roda de conversa sobre os rumos da capoeira na cidade e na região; e no domingo(20/05) durante todo o dia haverão várias ações como capacitação através de aulões, assim como batizados e trocas de graduação dos alunos das várias escolas de capoeira que se uniram pra promover o evento, num processo de vanguarda, considerando as rixas e quizilas históricas que permeiam as mais diversas rodas de capoeira pelo mundo.
"A idéia é criar uma cultura de paz que priorize entre os alunos um intercâmbio possibilitando com que estes se conheçam, se valorizem, se admirem e juntos busquem novos caminhos pra nossa nobre arte, priorizando sempre o coletivo, mas lógico sem perder a identidade dos ensinamentos de cada mestre/escola, considerando que cada um tem uma forma de ensinar" diz Neuber Almeida(Mestre Necão) e Vicente Lima(Mestre Benguela) complementa: "Acreditamos estar fazendo a coisa certa,  que é mobilizar os alunos buscando formas de fazer com que eles consigam se entender e fugir dos vícios inerentes ao passado e possibilitando um olhar diferente e de crescimento para o futuro".

Organizadores do evento. Da esq. para a dir. Mestre Necão(Grupo Capoeira Brasil), Mestre Paturi(Grupo de Capoeira Nova Era), Mestre Zulu(Afrikpoeira e Coordenador Geral da CUFA Araguari), Mestre Benguela(Grupo de Capoeira Novo Estilo), Juliana Maltos(Projeto Capoeira Angola No Terreiro) e Professor Zorro(Ethuole Capoeira)

A primeira menção oficial à prática de capoeira data de 25 de Abril de 1789. Nesse contexto, a capoeira era vista como prática criminal, de acordo com Nireu Cavalcanti. O registro policial cita a prisão de Adão: pardo, escravo, acusado de ser capoeira (“O Capoeira”, Jornal do Brasil, 15/11/1789, citando o códice 24, Tribunal da Relação, livro 10, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro).
É mister, na história da capoeira dos séculos XVIII e XIX, ressaltar a relação entre marginalidade e prática da capoeira, aspecto que é confirmado por diferentes historiadores.
Segundo Pires (2004), a transição da situação social dos capoeiras – que eram ligados, inicialmente, a práticas pouco respeitáveis da sociedade baiana – para uma condição posterior de pseudo–institucionalidade, está sustentada no fato de que os capoeiras passaram a ocupar postos no mercado de trabalho como seguranças, leões de chácara e outras funções que se utilizavam das valências beligerantes dos capoeiras. É curioso observar que a restrição social aos capoeiras não estava restrita à considerada alta sociedade baiana, pois até mesmo grupos então marginalizados, como os povos de santo, tinham reservas quanto aos capoeiras. Os registros relativos à prática da capoeira, no final do século XIX e começo do século XX, resumidamente, referem-se à prática de valentões, atividade lúdico-recreativa e manifestação criminal.
Com o advento da República, a capoeira é proibida pelo decreto 487, tornando-se prática proibida pelo Código de Processo Penal e assim permanece durante em média 50 anos, quando Mestre Bimba cria a capoeira regional baiana e inicia um novo ciclo na história da arte brasileira. Hoje a capoeira é considerada a maior embaixatriz do Brasil fora dele, presente em 150 países, nos 5 continentes praticada por mais de 5 milhões de pessoas das mais diversas idades e só perde em numero de praticantes para o futebol no país. Minas Gerais com 1 milhão e duzentos mil praticantes, só perde em números para o estado de São Paulo.
Segue programação do evento: