
de Minas Gerais.
A Central Única das Favelas, é uma entidade não Governamental que visa a integração social através da Cultura, do Esporte, da Educação e do Lazer, vem se destacando nos espaços como uma das maiores Redes de Diversidade Sócio Cultural, existente no País há 20 anos foi fundada por jovens das periferias do Rio de Janeiro tendo como um dos fundadores MV Bill.



Preto Zezé
Já Nega Gzza e Karina Santiago são propulsora de um movimento de mulheres dentro da instituição, que provocou a realização de dezenas de ações voltadas ás mulheres do país sempre conectando essas atividades com o esporte, a cultura, a moda e a política social.
Em comum, essas quatro pessoas tem a negritude, o amor pelo trabalho social, a origem periférica e carregam no peito o sentimento CUFA, cuja principal expressão é o trabalho social, a democratização do conhecimento e do poder. Tudo isso feito com uma metodologia que está fora dos padrões acadêmicos: "fazendo do nosso jeito!"
Preto Zezé, é coordenador da base no Ceará e também articulador nacional de projetos e ações políticas da instituição. É responsável pelas primeiras ações da CUFA no âmbito da saúde pública, provocando e estimulando o debate acerca do crack, droga que tem devastado milhares de jovens em todo o país, com o livro e documentário: Selva de Pedra - "A Fortaleza Noiada"
Ele também é um dos principais formadores de opinião e direcionador de ações no que se refere ao hip hop, esse concebido dentro da instituição como a principal ferramenta cultural, social e política par o desenvolvimento humano das pessoas das favelas brasileiras, em especial jovens habitantes deste espaço.
Karina Santiago
Karina Santiago é coordenadora da CUFA Cuiabá, capital de Mato Grosso, e esteve presente na criação de um dos núcleos políticos e estratégicos de maior força da instituição: núcleo de mulheres Maria Maria. Karina delineou as diretrizes de trabalho do núcleo, onde definiu: "Maria Maria, é um movimento de mulhres da CUFA, negras ou não, cujo objeivo é construir um projeto político e democrático dentro da instituição, contribuindo na organização do discurso, sobretudo das jovens das periferias, para que estaspossam se estimular e participar do processo político de decisão e de ocupação de espaço".
Para Preto Zezé a posse é o símbolo de uma revoluçãso permanente que é expressa pelas ações de todo o coletivo. "Se Hoje existisse um metodologia de análise de indicadores de evolução, seria a CUFA, seriam as nosas vidas e os níveis de evolução. Falando de mim, basta medir na área pessoal, individual, econômica, social, política e de relaconamento. A CUFA, não se alimenta da tragédia de nossa gente, ela se alimenta e se faz referência pelo sucesso de nossas buscas, e elas são individuais e ao msmo tempo coletivas, na medida em que nossas lideranças e nossos quadros vão sendo formados e replicand possibilidades reais de revolução no seu cotidiano e nas suas comunidades", afirma Zezé.
Para Karina Santiago, a posse significa, sobretudo a descentralização de poder, uma forte marca da CUFA, e também o reconhecimento da força política das ações realizadas em espaços considerados"fora do eixo", como o Centro Oeste e o Nordeste.
"A CUFA começou a mais de dez anos atrás, com ações do Celso Atayde, no Rio de Janeiro, região ondetudo o que acontece é visto por todo o país. Agora nesse momento em que o Bill e a Gizza democratizam missões, sinaliza o reconhecimento do potencial da diversidade brasileira, já que todas as ações são pautadas na experiência de cada um, vivida em suas regiões. É também um marco que possibilita a descentralização de investimentos em ações sociais no Centr Oeste e Nordeste", afirma a vice presidente a ser empossada.