A Central Única das Favelas, é uma entidade não Governamental que visa a integração social através da Cultura, do Esporte, da Educação e do Lazer, vem se destacando nos espaços como uma das maiores Redes de Diversidade Sócio Cultural, existente no País há 20 anos foi fundada por jovens das periferias do Rio de Janeiro tendo como um dos fundadores MV Bill.
quarta-feira, 12 de junho de 2019
CUFA Araguari Realiza o Ranchão Junino
A Rua 106 do Bairro Paraíso, em Araguari/MG, será mais uma vez palco do tradicional Ranchão da CUFA. O evento acontece no sábado(15/06), a partir das 19:00 horas com o terço das rezadeiras e o levantamento do mastro de Santo Antônio e reúne pessoas que misturam o profano e o sagrado, numa mescla de fé, religiosidade, diversão e lazer sadio.
Em meio a distribuição de pipoca, mané pelado e amendoim torrado o ponto alto da festa é a quadrilha da CUFA que mistura funk com forró, além das mais inusitadas e engraçadas figuras, num misto de alegria e encontro de amigos que encanta os que por ali transitam.
A animação do evento, que conta com apoio do Circuito Junino da TV Integração, da Fundação Araguarina de Educação e Cultura - FAEC e das Secretarias Municipais de Gabinete e Trânsito e Transporte ficará por conta da dupla de sertanejo jovem Alex e Henrique e do DJ Hugo MTX.
"Num momento, onde a violência assola nossa cidade, poder receber esses jovens na porta da minha casa, para se confraternizarem de forma harmônica e sadia, pra mim é um prazer muito grande, não só a porta, mas a minha casa estará a disposição deles e de todos que vierem pra participar de forma ordeira conosco" diz o Sr. Joaquim, festeiro morador da rua que está cedendo a casa e o ponto de energia para realização da festa.
O acesso é gratuito.
quinta-feira, 9 de maio de 2019
CUFA Realiza Seminário Voltado Para Jovens em Situação de Vulnerabilidade Social
A situação atual dos jovens brasileiros é marcada tanto por grandes desigualdades socioeconômicas quanto por importantes conquistas. Ambiguidade é a palavra que melhor define a realidade dos jovens no Brasil. Ora reconhecidos como meros sujeitos em desenvolvimento; ora identificados como um ideal desejado de vitalidade, beleza, alegria; ora associados a problemas relativos ao uso abusivo de drogas, irresponsabilidade no trânsito, violência ou falta de cuidado com o próprio corpo e com a integridade dos demais; ora reconhecidos como “sujeitos de direitos” e convocados a participar da vida social e política do país os jovens brasileiros caracterizam-se pela diversidade e pela intensa experimentação das mudanças que vem ocorrendo nos variados setores da sociedade (NOVAES, 2010).
O número de jovens
cresceu muito nos últimos anos. Hoje são mais de 52 milhões de brasileiros na
faixa etária entre quinze e vinte e nove anos que configuram a maior população
jovem de nossa história. Isto significa dizer que as políticas públicas para os
jovens representam hoje mais do que a inclusão de forma específica desse
segmento na agenda nacional. Trata-se de políticas que dizem respeito à vida de
mais de um quarto da população brasileira, a preocupação com os jovens têm
decorrido do reconhecimento do significativo contingente que vêm representando
em relação ao total de população, bem como das condições de vulnerabilidade que
atingem um alto percentual dessa faixa etária, atingindo outros contingentes da
população e podendo comprometer a vida no presente e perpetuá-las no futuro.
Afim de realizar capacitação, troca de experiencias entre as bases da instituição, estreitar relacionamento com os parceiros e dar voz e visibilidade á juventude a Central Única de Favelas - CUFA realizará dia 11 de maio, no Espaço CUFA "Rainha Benedita Gonçalves", em Araguari/MG o Seminário: Potencialidades do Protagonismo Juvenil.
Estarão presentes representantes das CUFAs de: Araguari, Iturama, Ituiutaba, Patos de Minas, Uberaba, Uberlândia, Patrocínio, Indianópolis, Monte Alegre de Minas, Unaí, Serra do Salitre, Campina Verde, Romaria e João Pinheiro. Confirmados para a mesa de autoridades o Deputado Federal Zé Vitor; o Deputado Estadual Raul Belém; o Presidente da Câmara Municipal, Vereador Wesley Lucas; o Prefeito Marcos Coelho; a Vice Presidente Nacional da CUFA, a Pedagoga Revalina Aparecida; a Coordenadora do Conselho Tutelar Vera Lúcia. Confirmaram presença na abertura do evento vereadores e prefeitos de várias cidades que tem bases da CUFA e em Araguari dos vereadores Giuliano Tibá, Mãe Preta e Warley Maravilha; do Presidente da Fundação Araguarina de Educação e Cultura - FAEC, Rafael Guedes e do Secretário Municipal de Esportes e Juventude, Sebastião Naves.
O evento tem inicio marcado para as 10:00hs da manhã, do dia 11 de maio(sábado próximo), na Casa da Cultura Abdalla Mameri, onde será composta a mesa de autoridades. Logo após as falas, será ministrada uma palestra com o tema: Protagonismo Juvenil e o Choque de Gerações. Paulo Eduardo, o palestrante tem bacharelado em Comunicação Social
pela Universidade Federal de Goiás; é especialista em políticas públicas também
pela UFG; MBA em Comunicação e Marketing pelo Instituto de Pós-Graduação de
Uberlândia. Com passagens pela TV Anhanguera e TV Serra Dourada no vizinho
Estado de Goiás, atualmente é Diretor de Jornalismo da TV Integração. Na sequência acontecerão mesas redondas simultâneas; uma com o tema: "Cultura Popular de Rua/Batalha na Praça - Avanços e Retrocessos", com uma exposição de fala e moderação do Presidente do Conselho Municipal de Cultura e Coordenador da Universidade Paulista - UNIP na cidade, Diogo Machado e a relatoria ficará por conta do Coordenador de Esportes da CUFA Uberlândia, o Educador Físico Alexssandro Damas. A outra mesa tem como tema: "As Juventudes de Terreiro e Congadeiras - Preconceitos e Ancestralidade" a exposição de fala e moderação ficará por conta do Historiador Marco Túlio, Presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e a relatoria sera da Vice Presidente Nacional da CUFA, a Pedagoga Revalina Aparecida. A terceira mesa traz como tema: "Juventude LGBTTi - Cuidados e Atenção" com a exposição de fala e moderação do Ativista Elbson Luiz e a relatoria será da Coordenadora da CUFA da Cidade de Uberaba, Professora Tatiana . Após as mesas, será elaborada a "Carta da Juventude" com os encaminhamentos das mesas, que posteriormente será entregue ás autoridades competentes.
Na sequência será realizada uma batalha de rimas e logo após a graduação dos alunos da Oficina de Capoeira da CUFA. A previsão de encerramento é por volta das 18:00 horas.
"A idéia da CUFA é ser a ponte entre o poder público e a juventude da região. Possibilitar com que essa juventude tenha acesso a rede de atendimento público, financiamento para seus projetos, e qualidade de vida plena transferindo a esses visibilidade e direito de fala" diz Maluh Pereira, Diretora Presidente da CUFA de Araguari.
Na sequência será realizada uma batalha de rimas e logo após a graduação dos alunos da Oficina de Capoeira da CUFA. A previsão de encerramento é por volta das 18:00 horas.
"A idéia da CUFA é ser a ponte entre o poder público e a juventude da região. Possibilitar com que essa juventude tenha acesso a rede de atendimento público, financiamento para seus projetos, e qualidade de vida plena transferindo a esses visibilidade e direito de fala" diz Maluh Pereira, Diretora Presidente da CUFA de Araguari.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Coordenador da CUFA fez uso da tribuna na Câmara Municipal
por Laura Alvarenga
O coordenador geral da CUFA (Central Única das Favelas) de Araguari, Agnaldo da Silva – Zulu, fez uso da tribuna na Câmara Municipal dos Vereadores na manhã desta terça-feira, 23. Após realizar a inscrição ainda no ano passado, Zulu foi chamado pelos vereadores para expor o trabalho da Central.
A CUFA é uma entidade não governamental com sede no Rio de Janeiro. Hoje está presente em 300 cidades brasileiras e em outros 17 países que visam a integração social através do esporte, cultura, educação e lazer. A Central realiza o atendimento de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social por meio de oficinas culturais desportivas, além de apresentações em eventos.
Todo o trabalho é executado por jovens egressos da própria instituição e alguns voluntários no Centro de Referência Negra “Rainha Benedita”, um espaço cedido como sede da CUFA em Araguari pela Faec (Fundação Araguarina de Educação e Cultura).
O intuito é promover a integração social de comunidades menos privilegiadas com a realização de eventos culturais, esportivos e educativos, buscando se tornar uma ONG referência em Araguari ao atingir maior número de atendimentos no município.
De acordo com o coordenador geral da CUFA, Zulu, a ida à tribuna da Câmara Municipal teve por objetivo manter a parceria com o Legislativo que sempre se mantém unânime na aprovação de projetos referentes à entidade. Segundo ele, o Legislativo foi de suma importância para a criação do ‘Dia Municipal de Luta Contra a Discriminação Racial’, a lei de criação da Superintendência, Conselho e Fundo de Promoção da Igualdade Racial, termo de fomento, bem como várias outras ações apresentadas aos vereadores de Araguari.
Zulu destaca, ainda, a importância de a população entender o exercício dos três poderes e espera apresentar um projeto de colaboração com a Escola do Legislativo. “É importante a população entender o que é o Legislativo e, que o papel do vereador é apresentar e votar leis e não pagar o gás ou a conta de luz das pessoas. Muitos confundem o Legislativo com o Executivo e, creio que podemos ajudar a capacitar esse público para que possam entender o real papel do vereador — legislar e fiscalizar.”
Projetos
A CUFA espera realizar um projeto em parceria com a prefeitura por meio da Faec, Câmara Municipal, TV Integração e escolas da comunidade. O projeto é voltado à realização de cinco edições do Projeto Ruas, Cultura e Movimento; ministrar quatro oficinas gratuitas, fechando com um festival de apresentação destes resultados. Espera-se também, realizar uma competição de futsal, desfile de beleza negra, entrega do Prêmio Destaque Negro e um encontro de capoeira com todos os grupos da cidade.
O objetivo destas ações se baseia nos altos índices de criminalidade, visando buscar a cultura de paz; harmonizada com ações empreendidas, além de oferecer atendimento à comunidade onde a administração municipal por vezes não consegue chegar. Para a execução do projeto, caso seja aprovado, espera-se conseguir uma verba no valor de R$ 40 mil que serão destinados em melhorias no atendimento prestado aos usuários das oficinas oferecidas, possibilitando cachê e, fortalecendo o setor cultural nas apresentações das ruas de lazer, além de disponibilizar um serviço de qualidade à comunidade.
segunda-feira, 22 de abril de 2019
Flamengo veta expressão 'Festa na favela' de suas redes sociais: 'É associado à violência'
“FESTA NA FAVELA SIM “
Venho muito respeitosamente me manifestar diante do posicionamento confuso do Clube de Regatas do Flamengo, em matéria publicada na edição deste sábado do jornal Extra.
Por esta nota desejamos que o clube e sua agência de marketing refletiam sobre a favela . Vivemos num Brasil plural, onde a expressão “FAVELA” é associada à violência apenas por pessoas e empresas preconceituosas. Há muito tempo, muitas instituições, de todos os tamanhos, posições e setores, inclusive a Nação Rubro-Negra, ressignificaram essa expressão. E, hoje, ela é sinônimo de raiz, luta, resiliência, arte , cultura, decência, trabalho, entre outras potencialidades presentes nesses territórios.
Curioso que a história do Flamengo tenha sido construída e se tornado tão marcante justamente pelas imagens dessas pessoas, moradoras das favelas, que renunciavam muitas vezes as suas refeições para ocupar a geral do Maracanã, para reverenciar e construir a história de glória dessa Nação Rubro-Negra. Não, favela não é sinônimo de violência, como teria dito um funcionário do clube, em uma conversa com seus colegas de departamento, ao justificar a recomendação de evitar o uso da expressão “FAVELA” nas postagens nas redes sociais do clube.
Onde essa agência vê carência, vê associação à violência, com seu olhar embaçado por preconceito, nós vemos potência! Onde essa agência vê depressão, nós vemos ternura! Onde essa agência vê sorrisos muitas vezes desdentados, nós vemos explosão de alegria. O carnaval faz tempo que excluiu a presença dos negros e favelados nos seus tapetes, exceto para empurrar carros alegóricos. O futebol, com suas arenas caríssimas, seguiu o mesmo caminho e deixou seus geraldinos do lado de fora. Muitas vezes, nem pela TV podem acompanhar seu time, pois até pra isso precisa pagar hoje em dia.
Mas é importante que a diretoria rubro-negra e a agência que vocês contrataram saibam que vocês passarão pela vida do Flamengo, mas nunca serão tão decisivos quanto a favela em sua história. Vocês podem tentar tirar o Flamengo da favela, mas jamais irão tirar a Favela do Flamengo.
Não sou flamenguista, sou torcedor do Bangu, que se não tem os títulos em campo como o Flamengo, ostenta o título vitalício de primeiro clube do Rio a aceitar negros em suas fileiras. Mas não falo como negro, como favelado, falo como um cidadão brasileiro, que não quer ver mais as pessoas separadas por muros e termos excludentes. Sonho com um mundo onde todos joguemos no mesmo time: negros, brancos, índios, flamenguistas, vascaínos, ricos, pobres, moradores dos palácios e das favelas.
Espero que revejam essa postura equivocada, não culpando quem a divulgou. Mas agindo em cada um que ainda enxerga na favela uma associação à violência. E, se insistirem com essa mentalidade, espero que a Nação Rubro-Negra funde outra nação, tão forte quanto essa que criaram e deram identidade com muita raça, amor e paixão.
Curioso que a história do Flamengo tenha sido construída e se tornado tão marcante justamente pelas imagens dessas pessoas, moradoras das favelas, que renunciavam muitas vezes as suas refeições para ocupar a geral do Maracanã, para reverenciar e construir a história de glória dessa Nação Rubro-Negra. Não, favela não é sinônimo de violência, como teria dito um funcionário do clube, em uma conversa com seus colegas de departamento, ao justificar a recomendação de evitar o uso da expressão “FAVELA” nas postagens nas redes sociais do clube.
Onde essa agência vê carência, vê associação à violência, com seu olhar embaçado por preconceito, nós vemos potência! Onde essa agência vê depressão, nós vemos ternura! Onde essa agência vê sorrisos muitas vezes desdentados, nós vemos explosão de alegria. O carnaval faz tempo que excluiu a presença dos negros e favelados nos seus tapetes, exceto para empurrar carros alegóricos. O futebol, com suas arenas caríssimas, seguiu o mesmo caminho e deixou seus geraldinos do lado de fora. Muitas vezes, nem pela TV podem acompanhar seu time, pois até pra isso precisa pagar hoje em dia.
Mas é importante que a diretoria rubro-negra e a agência que vocês contrataram saibam que vocês passarão pela vida do Flamengo, mas nunca serão tão decisivos quanto a favela em sua história. Vocês podem tentar tirar o Flamengo da favela, mas jamais irão tirar a Favela do Flamengo.
Não sou flamenguista, sou torcedor do Bangu, que se não tem os títulos em campo como o Flamengo, ostenta o título vitalício de primeiro clube do Rio a aceitar negros em suas fileiras. Mas não falo como negro, como favelado, falo como um cidadão brasileiro, que não quer ver mais as pessoas separadas por muros e termos excludentes. Sonho com um mundo onde todos joguemos no mesmo time: negros, brancos, índios, flamenguistas, vascaínos, ricos, pobres, moradores dos palácios e das favelas.
Espero que revejam essa postura equivocada, não culpando quem a divulgou. Mas agindo em cada um que ainda enxerga na favela uma associação à violência. E, se insistirem com essa mentalidade, espero que a Nação Rubro-Negra funde outra nação, tão forte quanto essa que criaram e deram identidade com muita raça, amor e paixão.
Flamengo, se orgulhe da sua nação assim como ela sempre se orgulhou de você. Não demita esse profissional e nem troque de agência. Apenas os reeduque e peça para que estudem a história da favela e a história do Flamengo.
Viva o Flamengo!
Viva a favela!
Viva o Flamengo!
Viva a favela!
Celso Athayde é fundador da Cufa e Ceo da Favela Holding
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