quinta-feira, 16 de abril de 2020

MÃES DA FAVELA: CUFA Nacional contra o COVID-19.




Por Marco Túlio Nascimento*




A Central Única das Favelas (CUFA) lançou dia 3 de abril, o programa “Mães da Favela”. O objetivo é auxiliar mães solo moradoras de favelas de 26 estados e do Distrito Federal que estão sendo fortemente atingidas pelos reflexos do Coronavírus (Covid-19). O programa social faz parte do projeto “CUFA Contra o Vírus”.

“A CUFA já entregou mais 100 toneladas de alimentos em todo o Brasil. Durante essa entrega, suas lideranças e voluntários ouviram que muitas mulheres precisavam de auxílio para comprar não só alimentos, mas também remédios e gás. Logo, a organização decidiu ajudar financeiramente para que possam escolher os itens que precisam”, conta Celso Athayde, fundador da CUFA.
Neste primeiro momento, a CUFA destinará uma bolsa de R$ 120, chamada “Vale Mãe”, durante dois meses para 20 mil mães, via aplicativo PicPay, totalizando 40 mil vales a serem distribuídos. O primeiro repasse  aconteceu ontem, 15 de abril e o próximo será dia 15 de maio. “As doações são recebidas através do site oficial do programa e do app. Quem quiser doar, seja pessoa física ou jurídica, transfere da sua conta na plataforma para a conta da CUFA. Nós recebemos e fazemos a distribuição para as mães que estão mais vulneráveis entre os vulneráveis ”, explica Athayde.
Para assegurar a transparência do processo, haverá um contador de entrada de recursos na página do site e uma auditoria externa, feita pela Proaudit. A Idtech Acesso Digital auxiliará o cadastro das mães com a tecnologia de reconhecimento facial, garantindo que elas serão as reais beneficiárias. A escolha das mães fica a cargo das lideranças das CUFAs nos estados, entidades responsáveis pela identificação daquelas que demandam maior auxílio para criar e sustentar os seus filhos.
“Temos milhões de mulheres que estão desamparadas por todo o Brasil, sem condições de colocar dinheiro em casa por conta do isolamento. Faremos o máximo possível para atenuarmos as suas dificuldades tendo em vista que 50% dos lares são chefiados por mães”, ressalta Athayde.
O programa conta também com dois institutos importantes para medir o impacto da ação: O Instituto Locomotiva e Data Favela, o primeiro presidido por Renato Meirelles, e o segundo, fundado também por Renato juntamente com Celso Athayde.
Renato Meirelles, também destaca a importância da ação para os pequenos empreendimentos nas comunidades. “O programa ‘Mães na Favela’ é uma maneira de ajudar as mulheres que colocam o que comer dentro suas casas, além de fortalecer os pequenos comércios nos bairros”, afirma. “As favelas têm mais de 5,2 milhões de mães. São as chefes de família que controlam melhor o orçamento, cuidam das crianças e ainda prezam pela saúde dos idosos que moram em suas casas”, complementa Meirelles.
Pesquisa inédita do Data Favela/Instituto Locomotiva revela que 9 em cada 10 mães mudaram suas rotinas devido ao Coronavírus, sendo que todas afirmam que estão muito preocupadas com o impacto dessa doença. Em relação às questões financeiras, 84% já tiveram a renda diminuída, 87% estão cortando gastos e 73% declaram que não conseguirão manter o padrão de vida por nenhum período se perderem a renda familiar.

Vale ressaltar que historicamente, em vários momentos do passado em eras sombrias, as camadas populares formadas pelos mais pobres ficaram de fora dos olhares e das preocupações reais do Estado. E em outros tempos a inexistência de entidades com natureza similar a da CUFA, reforçava as duras provações vividas pela gente comum que luta todos os dias contra as barreiras sociais, sobretudo a maioria periférica formada por lares liderados por mulheres.
O projeto MÃES DA FAVELA reconhece duas coisas: a importância de agir em auxílio e fortalecimento dos lares formados pelos mais humildes na periferia e na favela, e a tenaz liderança feminina  familiar onde as mães estão na vanguarda, muitas vezes realizando o duplo papel materno e paterno -  uma realidade do Brasil dos excluídos.
Em Minas Gerais foram atendidas 700 mães, com o "Vale Mãe", sendo 288 na capital, 87 na região metropolitana, e o restante no interior. A CUFA de Araguari, realizou o cadastro de 45 mães nas seguintes localidades: 

Vieno   4
São Sebastião  3
Paraiso  3
Portal de Fátima I    4
Portal de Fátima II   1
Canaã    3
Novo Horizonte   3
Ipês I      3
Ipês II     3
Moriá       4
Alan Kardec   4
Bella Suica I     3
Bella Suiça  II    4
Bella Suiça  III    3

"Estou desempregada e com 4 filhos, pra mim está sendo de grande importância receber esse benefício, porque não recebo nenhum e considerando que o sustento da minha casa e dos meus filhos é exclusivamente do meu salário, estava totalmente desprovida, então veio em boa hora" Diz Maria Beatriz, moradora da Comunidade do Canaã, beneficiária do projeto.



*Marco Túlio Nascimento é Graduado em Historia-UFU, Especialista em História e Cultura Afro-brasileira, e Mestrando em História – UFCAT. É  Professor Efetivo da SEE/MG, Presidente do Conselho de Igualdade Racial e Diretor Administrativo da CUFA/Araguari-MG

domingo, 22 de março de 2020

#favelacontraovirus






CUFA lança HOJE campanha de conscientização no FANTÁSTICO  e solicita doações urgente para manter e ampliar suas ações nesse momento de tensão.

No momento em que parte da sociedade está acertadamente em quarentena, os moradores das favelas estão na rua neste momento para que essa quarentena seja mantida.   Pois é através de serviços como coleta de lixo nas cidades, caixas de supermercados, frentistas de postos de gasolina, portaria, segurança, entregadores de refeições entre outros.   E é exatamente esse um dos motivos que deixa a favela tão vulnerável.     

 Por isso a Central Única das Favelas Brasil (CUFA) em parceria com centenas de organizações sociais estão de "cabeça" no combate ao Covid-19, seja em campanhas in loco para conscientizar os moradores que até aqui não estão levando tão a sério quanto deveriam, seja colaborando na distribuição de alimentos, álcool em gel, cesta básica ou mesmo em processo de elaboração de novas práticas e formação de redes de favelas  para plugrar em outras iniciativas.  Por isso estamos entrando hoje com uma campanha nacional de conscientização e doação para que essa engrenagem não pare.  A campanha de conscientização se chama “#favelacontraovirus”.  Entra no ar hoje a noite, dia 22 de março, será lançado um clipe, com uma música escrita por Dudu Nobre, Edi Rock (Racionais Mcs), Dexter e Ivo Meirelles, e interpretada por diversos artistas que falam a linguagem da favela, entre eles :  Alcione , Xande de Pilares, Pericles , Karol Conká, Ferrugem , Pretinho da Serrinha , Sandra de Sá , Grupo Bom Gosto , MC Menor MR , Mumuzinho entre outros


Para quem quer contribuir sendo voluntário com a luta da favela contra o Corona vírus, sem sair de casa, respeitando a quarentena, pode fazer a sua doação para uma das contas informadas abaixo.

“Estamos com o nosso bloco na rua, neste momento de tensão. São milhares de voluntários da CUFA em todo o Brasil.  Queria muito estar em casa, mas se aqui na minha favela vai ser um caos, temos que ajudar a conscientizar -  Explica Mário Love da Cufa da Vila Kenneddy  ( RJ ) 21 9-69411515


“A situação é muito séria. Muitos moradores de favela ainda não caíram na real e não estão cumprindo a quarentena como deveriam.  Estamos colocando toda a nossa força na conscientização deles, para que juntos a gente possa vencer mais essa luta.  Disse Claudia Rafael da Cufa de Paraisópolis (SP).

 Por isso, pela primeira vez em sua história, a CUFA está solicitando doações.  E tem que ser pra ontem, pois esse vírus não pode ser mais rápido do que nossas respostas.   Disse Preto Zezé, Presidente da Cufa Ceará.  85-88448614

“São aproximadamente 15 milhões de moradores de favela em todo o território nacional. Muitos deles não podem deixar de trabalhar, e ainda transitam pelas ruas se expondo ao risco do contágio. A CUFA vai contribuir de todas as formas possíveis para que o impacto do Corona vírus seja mínimo nas favelas brasileiras.  Essa é nossa luta, faça parte dela também” -  Kaline , Cufa Paraíba. 83 -88145528

Nossa credibilidade e nossa historia é o nosso maior ativo - Celso Athayde

Vejam nossas ações:

Cufa pede medidas para conter o coronavírus nas favelas
https://exame.abril.com.br/brasil/cufa-pede-medidas-para-conter-o-coronavirus-nas-favelas/

14 propostas para reduzir o impacto do Corona Virus nas Favelas
https://ciclovivo.com.br/vida-sustentavel/bem-estar/14-propostas-coronavirus-favelas/

Cufa apresenta propostas para prevenir o corona vírus nas favelas
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/cufa-apresenta-propostas-para-prevenir-coronavirus-nas-favelas

CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS DO RIO DE JANEIRO
CNPJ :06.052.228/0001-01

Bradesco - 237
Ag: 0087
C/C: 3582-3

Itaú - 341
Ag: 0402
C/C: 17369-4

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Bloco Maculelê Realiza Pré Carnaval e Concurso Para Escolha da Rainha do Bloco Nesse Domingo


Neste domingo(09/02) a Associação Cultural Recreativa Bloco Maculele e Maurim Eventos realizam no Clube Parque da Raposa um Pré Carnaval e dentro do evento além das várias atrações o Concurso Rainha de Ébano do Bloco. A ganhadora, terá entre outras atribuições representar o Bloco em eventos sociais. O evento inicia as 10:00 horas da manhã e terá apresentações artísticas de dança, DJs convidados, batalha de rimas e o concurso da rainha do bloco. O endereço do local é Avenida Theodoreto Veloso de Carvalho, 2001 próximo ao Terminal Rodoviário Tancredo Neves e os valores de ingresso no evento serão de R$10,00(mulheres) e R$20,00(homens).
O Bloco Maculelê existe desde 2014 e sai pelas ruas da cidade de Araguari, brincando o carnaval de forma alegre e divertida. Segundo a wikipédia Maculelê é um tipo de dança folclórica brasileira de origem afro-brasileira e indígena. Em sua origem, o maculelê foi uma arte marcial armada, que nos dias de hoje se preserva na simulação de uma luta tribal usando como arma dois bastões, chamados de grimas (esgrimas), com os quais os a música em línguas africanas, indígenas e portuguesa. Em um grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar de bastões, o que causa um bonito efeito visual pelas faíscas que saem a cada golpe. Esta dança é muito associada a outras manifestações culturais brasileiras, como a capoeira e o frevo.
Popó do Maculelê foi um dos responsáveis pela sua divulgação, formando um grupo com seus filhos, netos e outros habitantes da Rua da Linha, em Santo Amaro (Bahia), chamado Conjunto de Maculelê de Santo Amaro da Purificação. Existem também outras comunidades, como a comunidade quilombola Monte Alegre, no sul do município de Cachoeiro de Itapemirim (Espírito Santo), onde o maculelê ainda é passado de geração à geração, com o objetivo de não perder a cultura tradicional.
"Mesmo sem o fomento da Prefeitura Municipal, que foi orientada pelo Ministério Público a não fazer repasse para as entidades tendo em vista o ano eleitoral, vamos realizar o tradicional desfile do Bloco no primeiro dia da festa momesca(22/02), e o Concurso será o primeiro passo para termos um bom carnaval e apresentarmos um cortejo bonito para a população araguarina. Agradecemos a parceria com a diretoria do Clube Parque da Raposa, com o Maurim Eventos, a FAEC e todos que de alguma forma ou de outra estão contribuindo para a realização desse evento" diz o Presidente do Bloco Hugo Pereira.

Bloco Maculelê no Desfile de Carnaval do ano de 2015 


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Festival de Artes Negras Encerra o Mês de Consciência Negra


Dia 29 de novembro, ás 19:30 horas, na Porta do Palácio dos Ferroviários, a CUFA Araguari realizará o Festival de Artes Negras - FAN, em parceria com a TV Integração e o Blog Maysa Abrão que farão a cobertura jornalistica do evento e da Fundação Araguarina de Educação e Cultura - FAEC. O evento encerra as ações do Mês Nacional de Consciência Negra e finaliza o Projeto Jovens em Ação, aprovado no Edital do Juízo de Direito Criminal Execução Penal e Cartas Precatórias Criminais da Comarca de Araguari/MG, que ofereceu durante 5 meses, oficinas gratuitas de arte educação(teatro, capoeira, percussão, rimas e danças urbanas) á comunidade.
O Festival será uma mostra transversal de várias linguagens condensadas num espetáculo dividido em 3 momentos distintos, no seguinte roteiro:
1ª parte - Memórias da África Negra
2ª parte - Territórios Negros Urbanos
3ª parte - Pertencimento Negro: Heróis e Heroínas Contemporâneos
O espetáculo tem a direção artística do Professor Dickson Duarte, que entre outras articulações político sociais tem doutorado em Educação - Práticas e Saberes, pela UFU/MG e presta assessoria coreográfica para o Criança Esperança, da TV Globo.
Paralelo ao espetáculo, acontecerá uma feira gastronômica de degustação de comidas típicas, onde os protagonistas são empreendedores negros que tem empresas voltadas para o ramo. 
"Esperamos com esse espetáculo, levar os participantes e platéia a uma reflexão. Consciência todos nós temos porque já nascemos com ela, mas ser sensível a causa preta, nem todos o são e ai entra a verdadeira função do evento que é levar as pessoas refletir qual o grau de sensibilidade que cada um tem com o racismo no Brasil, principalmente o institucional" diz Zulu, Coordenador Geral da CUFA Araguari.