quarta-feira, 5 de junho de 2024

CUFA MG apresenta nova gestão



Marciele Delduque e Agnaldo Zulu tomam posse nesta sexta-feira, 07/06 e apresentam proposta de gestão em coletiva de imprensa

 

A CUFA convida o poder público e a sociedade civil para um café simbólico que empossará  os novos Co-Presidentes, responsáveis pela gestão da Central Única das Favelas em Minas Gerais, CUFA/MG.

 

O evento acontece nesta sexta-feira, dia 07/06, às 9h30, no Instituto Localiza em Belo Horizonte com a posse da Co-Presidente Marciele Delduque e a noite, ás 20:30h, na Casa da Cultura Abdalla Mameri, na cidade de Araguari, no Triângulo Mineiro, a posse do também Co-Presidente Agnaldo Silva – Mestre Zulu. Estarão presentes representantes dos movimentos sociais mineiros, autoridades do Governo do Estado, dos setores produtivos, entidades de classe, sindicatos de trabalhadores e do Terceiro Setor, além do fundador da CUFA, o carioca Celso Athayde e da Presidente Nacional da entidade Kaline Barros que é de João Pessoa, na Paraiba. No evento em Araguari, além do lançamento da 2ª Taça das Favelas Triângulo, que trabalha futebol de campo, além de formação e informação de jovens meninos e meninas com idade entre 14 a 17 anos; será lançado o Projeto Progressão, com patrocínio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que visa ressocialização de egressos do Sistema prisional através da arte educação; e do projeto de revitalização do Clube Parque da Raposa, que hoje se encontra em estado de abandono.

 

 

“A missão da CUFA é promover a integração social e o desenvolvimento humano, cultural e econômico das favelas por meio da inclusão e da força produtiva. Seja em projetos de educação,  cultura, arte e esporte ou nas verticais de trabalho com a potência do empreendedorismo negro periférico. Nesse sentido temos em andamentos dois grandes projetos para os mineiros que são a Taça das Favelas Minas e a Expofavela, que acontecerão em Belo Horizonte, e segunda edição da Taça das Favelas Triângulo, que será intermunicipal, com peneiras em 11 cidades da região do triângulo Mineiro e Alto Paranaiba, e terá como sede das finais  regionais, a cidade de Araguari” diz a Presidente Nacional da CUFA, Kalyne Barros.

 

 

Sobre a CUFA

É uma organização social sem fins lucrativos, como objetivo principal promover a inclusão social e o desenvolvimento nas comunidades periféricas e favelas do Brasil, criada em 1999, no Rio de Janeiro/RJ por um grupo de amigos liderados por Celso Athayde e o rapper MV Bill.

Em Minas Gerais, a CUFA chega  comprometida com a missão de transformar vidas e realidades, utilizando a força da comunidade e a criatividade como motores de mudança. Em media de 18 anos de gestão, e entidade já impactou centena de milhares de  mineiros com mais de 120 bases em favelas e  cidades de todos os rincões do estado e tem meta de crescimento estimada de no minino 20  cidades por ano.

 

Atual gestão:

 

Marciele Delduque

Fundadora da “Rede Marianas Mulheres que Inspiram”, ela também foi eleita “Mulher Além da Gerais”, pela Federaminas Mulher. Delduque também é Coordenadora Nacional do Movimento Mulheres da CUFA e de Territorialiedade na Comunidade Door, além de atuar como mentora de alto impacto do Sebrae Delas. Empreendedora nata, figura entre as três brasileiras vencedoras do Brics Woman, foi eleita pela Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, como uma das “Mulheres Brasileiras que fizeram a diferença em 2023”.

 

 

Agnaldo Zulu

Agnaldo Daniel da Silva, conhecido no meio da cultura popular como Mestre Zulu, tem formação como educador físico, funcionário público concursado na Prefeitura Municipal de Araguari/Fundação Municipal de Esportes e Paradesportos – FAMEP, desde 1995. Mestre de Capoeira formado pela Associação Brasileira de Capoeira-ABRACAP em 1997; Capitão de Congados formado pelo Moçambique Branco de Araguari e Guardião das Coroas da Irmandade dos Santos Pretos; Babalaquerê de religião de Matriz africana, pai pequeno da Casa Umbandista de Omolu. Foi coordenador geral da CUFA Araguari, desde 2009 e agora assume a Co-Presidência do estado, juntamente com Marciele Delduque.

 

 

SERVIÇO

07/06(sexta feira)

LOCAL: Casa da Cultura Abdalla Mameri

              Rua Cel. José Ferreira Alves, 1098 – Centro Araguari/MG

PROGRAMAÇÃO com início ás 20H30

 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023


 Nos últimos tempos, assistimos a mudanças sociais significativas. Durante a pandemia, verificou-se um recrudescimento do racismo em muitas partes do mundo, mas também a emergência de grandes movimentos da sociedade civil que procuram sensibilizar as pessoas e apelam a uma ação a nível mundial. É  impossível ignorar o papel impulsionador da mudança e de combate ao racismo que têm os jovens. A sua consciência política das questões sociais é essencial para identificar as diferentes manifestações de racismo, detetar preconceitos inconscientes e alterar os comportamentos no sentido de uma maior inclusão.

A fim de obter uma compreensão mais abrangente do problema e de adotar uma abordagem mais eficaz para combater e buscar eliminar o racismo no município de Araguari; a Central Única de Favelas - CUFA Araguari, o Conselho Municipal de Promoção de Igualdade Racial - COMPIR, a Superintendência Municipal de Promoção de Igualdade Racial - SUPIR e a Fundação Araguarina de Educação e Cultura - FAEC criaram o Programa Araguari Sem Racismo cuja proposta é para além de reunir a propria comunidade preta, buscar parcerias com a sociedade civil, o poder público e o meio acadêmico afim de definir em conjunto parâmetros que alvejem e combatam o racismo. O programa funciona durante todos o ano na busca de formar e informar a sociedade sobre os danos causados em decorrência desse mal que nos assola.

Nesse próximo domingo, dia 17 de dezembro, acontecerá mais uma ação do programa que apresentará  uma vasta programação cultural na Praça Manoel Bonito, a partir das 16 horas da tarde. Inicia com a cerimônia de batizado e troca de graduação dos alunos da oficina de capoeira da CUFA Araguari, após haverá o encontro de 7(sete) ternos de congados: Moçambique Branco, Moçambique Sainha azul, Congo Verde, Congo de Ouro, Congo 13 de Maio, Marinheiro de São Benedito e Congo Rosário de Maria; na sequência será feita a cerimônia de entrega dos certificados do Prêmio Destaque Negro, uma iniciativa que acontece desde 1998 e que laureia pessoas, empresas e instituições que colaboram para o fortalecimento da comunidade negra; o evento será brindado com o som instrumental do Grupo Musical O'Tone e um desfile da representação de personalidades pretas. Uma batalha de rimas intitulada Hip Hop Contra o Racismo está prevista também dentro da programação, além da apresentação de slans e a programação finaliza com o samba do Grupo Sociedade Livre, da vizinha cidade de Uberlândia.

"Para além das comemorações, precisamos discutir os males que o racismo produz e o impacto dele em uma sociedade, este programa vem colocar o dedo na ferida e apresentar dados que colocam-nos em alerta e nos induz a buscar alternativas para vencê-lo" diz Mestre Zulu, Coordenador Geral da CUFA em Araguari.

As próximas ações prevê a criação de um fórum permanente de promoção e discussão sobre racismo e igualdade racial que possa amparar as decisões do Conselho Municipal de promoção de Igualdade Racial - COMPIR, inserindo os jovens que queiram discutir políticas públicas inerentes ao tema e viabilizar através do Fundo Municipal de Promoção de Igualdade Racial - FUPIR o financiamento das ações preparadas para o ano de 2024.

O Presidente do COMPIR e Gestor da SUPIR Doutorando em História Marco Túlio Nascimento reitera: "O Programa Araguari sem racismo valoriza as africanidades formadoras de nossa gente e busca envolver toda a cidade em uma moldura  antirracista. Os grupos identitários da Congada, Capoeira, Umbanda, Hip-Hop e outros são as estrelas de afirmação da nossa negritude".

"Queremos convidar toda a população araguarina para prestigiar a ação do proximo domingo que trata do Programa Araguari Sem Racismo e aproveitarem para curtir uma estrutura linda que colocamos na Praça Manoel Bonito para comemorar o natal" finaliza o Presidente da FAEC Diogo Machado.

quarta-feira, 19 de abril de 2023


Em 2020, a economia da cultura e das indústrias criativas (ECIC) do Brasil movimentou R$ 230,14 bilhões, o que equivale a 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no período. O dado foi divulgado hoje (10) pelo Observatório Itaú Cultural, que desenvolveu uma nova metodologia para mensurar os impactos do setor, com base em microdados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, a economia da cultura e das indústrias criativas ultrapassou outros setores muito importantes para a economia brasileira, como o automotivo, que respondeu por 2,1% das riquezas do país em 2020. Ele também ficou pouco abaixo de outro setor muito importante para a economia do país, o de construção, que correspondeu a 4,06% do PIB em 2020.

“Além de nos tornamos mais humanos com a arte e com a cultura, também desenvolvemos esse país do ponto de vista econômico”, disse Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, instituição à qual o Observatório Itaú Cultural está integrado. “O que a gente quer chamar a atenção é a oportunidade de crescimento que tem aí e o quanto isso é gerador de emprego e renda. Quando a gente oferece esta informação sobre o PIB, ele poderia ser ainda maior se a gente pudesse ir além das commodities. As commodities são importantes, mas precisamos de mais e melhores políticas e a consciência da sociedade também a respeito do nosso setor. E esses números trazem isso à tona”, acrescentou.

O setor da economia da cultura e indústrias criativas engloba segmentos como moda, atividades artesanais, indústria editorial, cinema, rádio e TV, música, desenvolvimento de software e jogos digitais, serviços de tecnologia da informação dedicados ao campo criativo, arquitetura, publicidade e serviços empresariais, design, artes cênicas, artes visuais, museus e patrimônio.

O primeiro levantamento elaborado por esse Observatório Itaú Cultural demonstrou que, em 2020, o setor empregava mais de 7,4 milhões de trabalhadores e abrigava mais de 130 mil empresas. Ele também foi responsável por 2,4% das exportações líquidas do país.

Outro dado apontado pelo levantamento foi que entre os anos de 2012 e 2020, o PIB da economia da cultura e indústrias criativas cresceu de forma mais acelerada que o total de geração de riquezas do país. Nesse período, o setor dos segmentos criativos avançou 78%, enquanto a economia total do país subiu 55%. “Culturas e indústrias criativas são relevantes e, posso dizer, essenciais para se pensar em estratégias de desenvolvimento econômico no mundo”, disse Leandro Valiati, pesquisador que ajudou a desenvolver a nova metodologia para medição do PIB do setor. “Esse setor econômico é absolutamente relevante sobretudo pelo que o mundo viveu durante a pandemia em termos de transformação dos modos de produzir e de consumir”, disse, durante entrevista coletiva na tarde de hoje na sede do Itaú Cultural, em São Paulo.

"Esses números mostram o potencial econômico dessas atividades e o espaço que essas atividades têm no escopo de fomento público do Brasil. E no escopo de políticas para o desenvolvimento do setor há um descompasso, quer dizer, há necessidade de aprofundamento dessas medidas de maneira proporcional à importância para o PIB", ressaltou Valiati.

Metodologia

O PIB da economia da cultura e das indústrias criativas do Observatório Itaú Cultural foi elaborado a partir do critério de renda, o que engloba massa salarial, massa de lucros e outros rendimentos auferidos por empresas e indivíduos no país. Para criar essa metodologia, foram utilizados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNADc/IBGE), da Relação de Informações Sociais (RAIS), do Programa de Avaliação Seriada (PAS) e da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), além das Tabelas de Recursos e Uso do IBGE (TRU) para contabilização dos impostos e o histórico de prestação de contas da Lei Rouanet.

A metodologia foi desenvolvida durante um ano e meio por um grupo de pesquisadores liderado por Leandro Valiati, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Os dados de 2021 e de 2022 ainda não foram divulgados porque aguardam atualização da base de dados do IBGE.

CURSO DE ARTESANATO EM FIBRAS É REALIZADO NA CUFA ARAGUARI





A Liga Desportiva Cultural Afrikpoeira, representante legal em Araguari/MG da Central Única de Favelas - CUFA, entidade presente em 420 cidades do Brasil e em outros 16 países; o SENAR MINAS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional de Minas Gerais)  responsável pela capacitação profissional e promoção social do produtor, do trabalhador rural e seus familiares e o Sindicato dos Produtores Rurais de Araguari estão realizando em parceria do dia 17 ao dia 21 de abril de 2023, o Curso de artesanato em Fibras Naturais para Confecção de Peças Utilitárias e Decorativas. O curso está acontecendo no Espaço CUFA, sito á Rua Cel. José Ferreira Alves, 1098 - Centro, será composto de 40h/aulas e finaliza nesta próxima quinta feira ás 17:00h com a apresentação do resultado do curso e a entrega de certificados.
Entre as habilidades básicas o curso pretende desenvolver cuidados com o meio ambiente, auto estima dos participantes e segurança no ambiente de trabalho; e as habilidades específicas são:

1.    Valorização da Atividade e Resgate Cultural

2.    Colheita da Fibra

3.    Tipos de Fibras

4.    Preparo da Fibra

5.    Técnica com Molde Removível

6-  Confecção de Peça

7.    Técnica com Molde Fixo

8- Confecção de Peça

a seguir exemplos de peças que serão produzidas no curso:





"É um prazer muito grande estar em Araguari pela primeira vez para ministrar esse curso, tenho certeza que que a minha vinda de Belo Horizonte, não vai ser em vão. Não exijo beleza na confecção das peças e sim aprendizado e com isso espero fazer multiplicadores do saber aqui nessa cidade". diz João da Mata, monitor do SENARMG, responsável pelo curso.